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Demonstração do Valor Adicionado (DVA



18/01/2013


   1.Considerações Iniciais
 
  Por intermédio da Resolução CFC nº 1.138, de 21/01/2008, publicada no Diário   Oficial da União de 28/11/2008, com alteração dada pela Resolução CFC   1.162/09, foi aprovada a NBC TG 09, que trata da Demonstração do Valor   Adicionado.
 
  A Comissão de Valores Mobiliários, por meio da Deliberação CVM nº 557, de   12/11/2008, publicada no Diário Oficial da União de 17/11/2008, aprovou o   Pronunciamento Técnico CPC 09 do Comitê de Pronunciamentos Contábeis, que   trata sobre a Demonstração do Valor Adicionado (DVA).
 
  O item 3 da mencionada norma recebeu nova redação pela Resolução CFC nº   1.162, de 27/03/2009, e foi publicada no Diário Oficial da União de   31/03/2009, com a recomendação de que toda a entidade que divulgou   demonstrações contábeis deve elaborar a DVA.
 
  As duas normas citadas foram criadas com o intuito de estabelecer critérios   de elaboração e apresentação da Demonstração do Valor Adicionado (DVA).
 
  A DVA é um dos componentes do balanço social e por isso tem a finalidade de   demonstrar a riqueza e sua distribuição pela entidade.
 
  A elaboração da DVA deverá ser feita de acordo com as regras constantes na NBC   T 1 - Estrutura Conceitual Básica para a Elaboração e Apresentação das   Demonstrações Contábeis, cujos dados são obtidos principalmente por meio da   Demonstração do Resultado do Exercício (DRE).
 
  2.Alcance e Apresentação
 
  A DVA elaborada pela entidade deve ser apresentada ao término de cada   exercício social como parte integrante das demonstrações contábeis que são   divulgadas.
 
  Com a alteração promovida pela Resolução CFC nº 1.162/09, a obrigatoriedade   de elaboração da DVA e sua apresentação como parte das demonstrações   contábeis, divulgadas ao término de cada exercício social, se aplica às   sociedades anônimas de capital aberto e outras que a legislação exigir.   Anteriormente à sua publicação, a obrigatoriedade se aplicava a todas as   pessoas jurídicas que divulgassem suas demonstrações contábeis.
 
  Embora a obrigatoriedade se refira apenas a um grupo de sociedade, é prudente   que todas as pessoas jurídicas que divulgam suas demonstrações contábeis   procedam à elaboração da DVA.
 
  A DVA deve evidenciar a participação dos sócios não controladores e prestar   informações aos usuários das demonstrações contábeis relativas à maneira como   a riqueza de determinada entidade foi criada, bem como os procedimentos   utilizados para a sua distribuição.
 
  O detalhamento da riqueza deverá ser feita da seguinte maneira:
 
  a)pessoal e encargos;
 
  b)impostos, taxas e contribuições;
 
  c)juros e aluguéis;
 
  d)Juros sobre o Capital Próprio (JCP) e dividendos; e
 
  e)lucros retidos/prejuízos do exercício.
 
  Ao final desse estudo, no item 9, serão disponibilizados os modelos a serem   utilizados por cada grupo de sociedade, a depender da atividade exercida,   para a elaboração e divulgação da Demonstração do Valor Adicionado (DVA).
 
  Dessa forma, as sociedades mercantis e de prestação de serviços deverão   utilizar o modelo I, enquanto as instituições financeiras bancárias e de   seguros os modelos II e III.
 
  3.Definições Importantes
 
  As normas regulamentadoras da DVA utilizam termos específicos. Para   facilitação na compreensão da matéria abordada, mencionamos a seguir os seus   significados.
 
  Entende-se por valor adicionado a riqueza criada pela empresa e mensurada   pela diferença entre o valor das vendas e dos insumos adquiridos. Referida   riqueza também pode decorrer de transferências realizadas por terceiros à   entidade.
 
  Representa receita de venda de produtos e serviços a importância reconhecida   na contabilidade a esse título segundo o regime de competência e incluída na   demonstração do resultado do período a que se refere.
 
  Consideram-se outras receitas as importâncias decorrentes da baixa de ativos   não circulantes por ocasião da venda e demais transações incluídas na DRE que   não configurem transferência de uma entidade à outra.
 
  As outras receitas também incluem, para o propósito da elaboração e   divulgação da DVA, valores que não transitam pela DRE, tais como os relativos   à construção de ativos para uso próprio da entidade e aos juros pagos ou   creditados incorporados aos valores dos ativos de longo prazo.
 
  Os juros relativos a estoques de longa maturação deverão ser informados como   riqueza apenas no momento de suas baixas, o que afasta   qualquer possibilidade de considerá-lo como outras receitas.
 
  Os insumos adquiridos de terceiros são representativos dos valores   correspondentes às aquisições de matérias-primas, energia, serviços, etc.,   que tenham sido transformados em despesas do período. Enquanto se mantiverem   nos estoques, os insumos adquiridos de terceiros não compõem a formação de   riqueza.
 
  Os valores a título de depreciação, amortização e exaustão correspondem as   importâncias reconhecidas no período e utilizadas na conciliação entre os   fluxos de caixa e o resultado líquido do período.
 
  O valor adicionado recebido em transferência evidencia a riqueza não criada   pela entidade que a detém, mas por terceiro que a cedeu. A riqueza objeto de   transferência deve ser divulgada em separado.
 
  4.Características das Informações da DVA
 
  A DVA procura demonstrar, eliminados os valores representativos de   dupla-contagem, a parcela de contribuição da entidade na formação do Produto   Interno Bruto (PIB).
 
  Referida demonstração apresenta o valor agregado aos insumos adquiridos pela   entidade e que são vendidos ou consumidos.
 
  O cálculo do valor adicionado possui diferenças entre os modelos contábil e   econômico, ou seja, para cálculo do PIB, enquanto a economia baseia-se na   produção, a contabilidade evidencia a realização da receita com base no   regime de competência. Dessa forma, como a produção e a venda ocorrem em   momentos distintos, o cálculo do PIB com base na economia e na contabilidade   geralmente apontam diferenças.
 
  A diferença entre os dois cálculos será menor quando comparadas à diferença   entre os estoques inicial e final, ou seja, quanto menor a diferença entre os   estoques, ou na inexistência desses, os cálculos com base nas ciências   econômica e contábil conciliarão.
 
  A DVA permite aos usuários das demonstrações contábeis a possibilidade de   avaliarem as atividades da entidade dentro da sociedade a que fazem parte.   Muitas vezes o recebimento de investimento por órgão público não é capaz de   ter as suas informações prestadas apenas pela DRE.
 
  5.Formação da Riqueza
 
  Nos próximos dois itens, abordaremos a formação da riqueza pela própria   entidade e a maneira como essa riqueza gerada por ela é distribuída.
 
  5.1.Riqueza criada pela própria entidade
 
  A elaboração da DVA deverá apresentar, em sua primeira parte, a riqueza   criada pela entidade.
 
  A receita criada pela entidade é formada por alguns componentes, quais sejam:  
 
  a)Receita de venda de mercadorias e serviços, representada pelo valor bruto,   ainda que, a DRE evidencie os tributos incidentes fora do cômputo da receita.  
 
  b)Outras receitas, também pelo valor bruto de seu faturamento.
 
  c)Valores relativos à constituição e reversão das provisões para créditos de   liquidação duvidosa.
 
  d)Valor das matérias-primas adquiridas e computado no custo dos produtos,   mercadorias e serviços vendidos, com exceção do custo incorrido com pessoal   próprio.
 
  e)Valores relativos a materiais, energia e serviços de terceiros utilizados.
 
  Nota Cenofisco:
  Diferentemente do que determina a legislação fiscal (art. 289, § 2º, do   Decreto nº 3.000/99 - RIR/99), para a elaboração da DVA, os tributos   incidentes na aquisição das mercadorias ou serviços revendidos,   independentemente, de serem ou não recuperados pelo contribuinte por meio de   créditos na escrita fiscal, serão computados no seu custo.
 
  f)Perda e recuperação de valores ativos, o que inclui as importâncias   relativas a ajustes por avaliação a valor de mercado de estoques,   imobilizados, investimentos, etc., e às provisões constituídas ou revertidas   para perdas por desvalorização de ativos.
 
  g)Despesas ou custos a título de depreciação, amortização e exaustão.
 
  h)Resultado (receita ou despesa) de equivalência patrimonial. Quando   caracterizada despesa, o valor a ela relativo deve ser considerado como   redução ou valor negativo.
 
  i)Receitas financeiras, inclusive as variações cambiais ativas.
 
  j)Outras receitas, inclusive os dividendos relativos a investimentos   avaliados ao custo, aluguéis, direitos de franquia, etc.
 
  5.2.Distribuição da riqueza
 
  A seguir, abordaremos os principais componentes da distribuição da riqueza   gerada pela entidade:
 
  a)Pessoal - valores apropriados ao custo e ao resultado do exercício na forma   de:
 
  a.1)remuneração direta: representada por valores relativos a salários, 13º   salário, honorários da administração, férias, etc.;
 
  a.2)benefícios: representados por assistência médica, alimentação,   transportes, etc.;
 
  a.3)FGTS: representado pelos valores depositados em conta dos empregados;
 
  b)Impostos, taxas e contribuições - valores relativos a tributos, cujo ônus   de recolhimento seja do empregador (no caso do INSS)   ou aqueles incidentes nas transações executadas. Para os impostos   compensáveis, deverão ser considerados apenas os valores devidos ou já   recolhidos, representativos da diferença entre os tributos incidentes sobre   as receitas e sobre os insumos adquiridos:
 
  b.1)Federais: inclui os valores devidos à União ou aqueles repassados aos   demais entes estatais.
 
  b.2)Estaduais: inclui os valores devidos aos Estados ou aqueles repassados   aos Municípios, Autarquias, etc. (exemplo: ICMS e IPVA).
 
  b.3)Municipais: inclui os valores devidos aos Municípios ou repassados às   Autarquias (exemplo: ISS e IPTU).
 
  c)Remuneração de capitais de terceiros - valores pagos ou creditados aos   financiadores externos de capital:
 
  c.1)Juros: inclui as despesas financeiras e as variações cambiais passivas   decorrentes de quaisquer tipos de empréstimos e financiamentos e valores   capitalizados.
 
  c.2)Aluguéis: inclui os aluguéis pagos ou creditados a terceiros ou   acrescidos aos ativos.
 
  c.4)Outras remunerações representativas de transferência de riqueza a   terceiros.
 
  d)Remuneração de capitais próprios - valores relativos à remuneração   atribuída aos sócios e acionistas:
 
  d.1)Juros sobre o capital próprio e dividendos: inclui os valores   efetivamente pagos ou creditados aos sócios e acionistas com base no   resultado do período, desconsiderando aqueles transferidos para a conta de   reserva de lucros ou pagos com base em resultados acumulados anteriores.
 
  d.2)Lucros retidos e prejuízos do exercício: inclui o lucro do período   destinado às reservas. Na apuração de prejuízo, o valor a eles relativo deve   ser incluído com sinal negativo.
 
  d.3)As quantias, a título de juros sobre o capital próprio, registradas como   passivo ou reserva de lucros, devem receber, o mesmo tratamento destinado aos   dividendos, no que se refere ao exercício e que deverão ser reconhecidos.
 
  6.Casos Especiais - Exemplos
 
  A seguir, abordaremos algumas situações especiais que afetam   a elaboração da Demonstração do Valor Adicionado (DVA).
 
  6.1.Depreciação de itens avaliados ou reavaliados ao valor justo (fair value)  
 
  A avaliação de ativos ao seu valor justo ou a reavaliação provoca mudanças na   estrutura patrimonial da empresa.
 
  Referidas alterações promovem efeitos tributários que devem ser registrados   contabilmente.
 
  Dessa forma, a realização de ativos reavaliados ou avaliados ao seu valor   justo afeta os resultados da   empresa, e por consequência a DVA.
 
  A DVA é afetada quando a   realização do ativo ocorre com base na depreciação. Para tanto, o valor   correspondente à realização da reavaliação ou da avaliação ao valor justo   deve ser apropriada na DVA como outras receitas.
 
  6.2.Ajustes de exercícios anteriores
 
  Os ajustes de exercícios anteriores devem ser adaptados na DVA relativa ao   período mais antigo apresentado, bem como os valores comparativos   apresentados.
 
  6.3.Ativos construídos pela empresa para uso próprio
 
  A construção de ativos na empresa destinada a uso próprio é procedimento   comum e engloba a utilização de recursos externos (materiais, etc.) e   internos (mão de obra).
 
  Na elaboração da DVA, o valor contábil dessa construção será considerado   receita, pois se equipara à produção vendida para a própria empresa. Já a mão   de obra alocada, juros ativados e tributos incidentes serão considerados   distribuição de riqueza e os gastos com serviços de terceiros e materiais   apropriados como insumos.
 
  Os resultados gerados pelos ativos colocados em uso recebem o mesmo   tratamento conferido aos resultados de ativos adquiridos de terceiros. O   tratamento da depreciação obedece a essa mesma comparação.
 
  Na elaboração da DVA, os gastos de construção devem ser tratados como   receitas relativas à construção de ativos próprios para que se evite o   desmembramento das despesas de depreciação.
 
  O reconhecimento de referidos valores, gastos como outras receitas, evita a   necessidade de se estabelecer controles adicionais, além de aproximar tal   importância ao conceito econômico buscado de valor adicionado.
 
  6.4.Distribuição de lucros relativos a exercícios anteriores
 
  A DVA, embora elaborada a partir da DRE, também se estrutura a partir da   Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados na parte em que movimentações   nesta conta dizem respeito à distribuição do resultado do exercício apurado   na demonstração própria.
 
  Embora seja permitida pela entidade a distribuição de lucros relativos a   exercícios anteriores ou vigentes para a elaboração da DVA, deverão ser   considerados apenas os dividendos apurados com base nos resultados do próprio   período.
 
  6.5.Substituição tributária
 
  As normas legais vigentes permitem a transferência da responsabilidade   (parcial ou total) tributária a um terceiro, desde que vinculado ao fato   gerador do tributo, por meio de duas formas:
 
  a)Substituição Tributária Progressiva: ocorre com a antecipação do pagamento   do tributo devido apenas na operação seguinte. Para o substituto tributário   (fabricante ou importador), o valor do imposto antecipado primeiro é incluído   e depois deduzido do faturamento.
 
  b)Substituição Tributária Regressiva: nas operações em que o tributo é   recolhido e tratado contabilmente como impostos a recuperar, o valor desses   incidentes na venda é apresentado na DVA pelo valor total. Quando não houver   direito ao crédito, o valor recolhido será tratado como custo dos estoques.
 
  7.Atividade de Intermediação Financeira (Bancária)
 
  A seguir, trataremos da formação e distribuição da riqueza pelas sociedades   empresárias de atividade de intermediação financeira.
 
  7.1.Formação de riqueza
 
  A riqueza gerada pelas sociedades com atividade bancária é formada pelos   seguintes componentes:
 
  a)Receitas de Intermediação Financeira: inclui as receitas com operações de   crédito, arrendamento mercantil, resultados de câmbio, títulos e valores   mobiliários e outras.
 
  b)Receita de Prestação de Serviços: inclui aquelas geradas pela cobrança de   taxas por prestação de serviços.
 
  c)Valores relativos á constituição e baixa da provisão para créditos de   liquidação duvidosa.
 
  d)Outras receitas decorrentes de ajustes de avaliação patrimonial, da   construção de ativos na própria entidade e aquelas geradas fora das   atividades principais da empresa.
 
  Nota Cenofisco:
  Nas sociedades com atividade bancária, por convenção assume-se que, as   despesas com intermediação integram a formação líquida da riqueza e não de   sua distribuição.
 
  e)Despesas de Intermediação Financeira: inclui os gastos com operações de   captação, empréstimos, repasses, arrendamento mercantil e outros;
 
  f)Insumos adquiridos de terceiros:
 
  f.1)materiais, energia e valores relativas às aquisições e pagamentos a   terceiros;
 
  f.2)serviços de terceiros e gastos não próprios de pessoal;
 
  f.3)perda e recuperação de valores ativos, o que inclui aqueles relativos a   ajustes a valor de mercado de investimentos.
 
  f.4)Despesa contabilizada no período a título de depreciação, amortização e   exaustão.
 
  g)Valor adicionado recebido em transferência:
 
  g.1)resultado de equivalência patrimonial: quando representativo de despesa,   deve ser considerado como redução ou valor negativo;
 
  g.2)outras Receitas: inclui dividendos relativos a investimentos avaliados   pelo custo, aluguéis, direitos de franquia, etc.
 
  7.2.Distribuição da riqueza
 
  A distribuição da riqueza pelas sociedades com atividade de intermediação   financeira (bancária) é formada pelos mesmos componentes mencionados no item   5.2 do presente estudo, observadas algumas ressalvas:
 
  a)para os impostos, taxas e contribuições, cujo ônus de recolhimento seja do   empregador (para o INSS) ou   incidentes nas operações desenvolvidas pela entidade, as normas   regulamentadoras da DVA não estipulam qualquer ressalva para os impostos   recuperáveis; e
 
  b)para os valores pagos ou creditados aos financiadores externos de capital   como remuneração de capitais de terceiros inexiste a figura dos juros.
 
  8.Atividades de Seguro e Previdência
 
  A seguir, abordaremos a formação e distribuição da riqueza pelas sociedades   empresárias com atividades de seguro e previdência.
 
  8.1.Formação da riqueza
 
  A riqueza gerada pelas sociedades com atividade de seguro e previdência é   formada pelos seguintes componentes:
 
  a)Receitas com Operações de Seguro - inclui as receitas com venda de apólices   e de operações de cosseguros aceitas, já líquidas dos prêmios restituídos ou   cancelados, bem como de retrocessão, as receitas oriundas das operações de   recuperação de sinistros com salvados e ressarcimento.
 
  b)Receitas decorrentes da venda de planos de previdência complementar.
 
  c)Receitas operacionais de qualquer natureza.
 
  d)Valores relativos à constituição e baixa da provisão para créditos de   liquidação duvidosa.
 
  e)Ajuste de prêmios retidos representativos da variação das provisões   técnicas em operações de seguro.
 
  f)Variação da provisão matemática em operações de previdência complementar   aberta registrada no efetivo recebimento das contribuições.
 
  Nota Cenofisco:
  Os valores relativos aos sinistros retidos e às despesas com benefícios e   resgates devem ser deduzidos das receitas.
 
  g)Valores das indenizações pagas ou creditadas em razão de sinistros   ocorridos.
 
  h)Valor do ajuste da provisão de sinistros ocorridos, mas não avisados.
 
  i)Valor dos benefícios concedidos e dos resgates efetuados de competência daquele   período.
 
  j)Valor do ajuste da provisão de eventos ocorridos, mas não avisados à   empresa.
 
  k)Insumos adquiridos de terceiros:
 
  k.1)Valor dos materiais e energia consumidos, despesas gerais e   administrativas e todas aquelas que não possuem tratamento específico,   adquiridos de terceiros.
 
  k.2)Valor dos recursos pagos a terceiros por prestação de serviços, além das   comissões pagas aos corretores.
 
  k.3)Valor do ajuste das despesas de comercialização (basicamente, comissões)   para o regime de competência de acordo com a vigência de cada apólice de   seguro.
 
  k.4)Perda e recuperação de valores ativos, o que inclui aqueles relativos a   valor de mercado de investimentos. Quando o valor líquido for positivo,   deverá ser somado.
 
  k.5)Despesas relativas à depreciação, amortização e exaustão contabilizada no   período.
 
  l)Valor adicionado recebido/cedido em transferência:
 
  l.1)Receita financeira decorrente de aplicações em título e demais receitas,   inclusive os de variações cambiais ativas.
 
  l.2)Resultado de equivalência patrimonial: quando representar despesa, deve   ser informado entre parênteses.
 
  l.3)Parcela dos prêmios de sinistros repassada às resseguradoras ou recebidas   dessas decorrente de operações de cessão de resseguro ou de cosseguro.
 
  l.4)Outras receitas, o que inclui os dividendos relativos a investimentos   avaliados pelo custo, aluguéis, direitos de franquia, etc.
 
  8.2.Distribuição da riqueza
 
  A distribuição da riqueza pelas sociedades com atividade de seguro e   previdência é formada pelos mesmos componentes mencionados no item 5.2 do   presente estudo, com algumas ressalvas:
 
  a)para os impostos, taxas e contribuições, cujo ônus de recolhimento seja do   empregador (para o INSS) ou   incidentes nas operações desenvolvidas pela entidade, as normas regulamentadoras   da DVA não estipulam qualquer ressalva para os impostos recuperáveis; e
 
  b)para os valores pagos ou creditados, a título de juros como remuneração de   capitais de terceiros, a inclusão de demais valores ocorre para aqueles que   tenham sido ativados no período.
 
  9.Modelos
 
  A seguir, apresentamos os modelos para elaboração da Demonstração do Valor   Adicionado (DVA) pelas pessoas jurídicas, conforme atividade exercida,   descritas no item 2 do presente estudo:
 
  Modelo I - Demonstração do Valor Adicionado - Empresas em Geral
 
  Descrição
 
  em Milhares de Reais 20X1
 
  em Milhares de Reais 20X0
 
  1) - Receitas
 
 
 
 
 
  1.1) Vendas de mercadorias, produtos e serviços
 
 
 
 
 
  1.2) Outras receitas
 
 
 
 
 
  1.3) Receitas relativas à construção de ativos próprios
 
 
 
 
 
  1.4) Provisão para créditos de liquidação duvidosa - Reversão (Constituição)
 
 
 
 
 
  2) Insumos Adquiridos de Terceiros
 
 
 
 
 
  (inclui os valores dos impostos - ICMS, IPI, PIS e COFINS)
 
 
 
 
 
  2.1) Custos dos produtos, das mercadorias e dos serviços vendidos
 
 
 
 
 
  2.2) Materiais, energia, serviços de terceiros e outros
 
 
 
 
 
  2.3) Perda/Recuperação de valores ativos
 
 
 
 
 
  2.4) Outras (especificar)
 
 
 
 
 
  3) Valor adicionado bruto (1-2)
 
 
 
 
 
  4) Depreciação, amortização e exaustão
 
 
 
 
 
  5) Valor adicionado líquido produzido pela entidade (3-4)
 
 
 
 
 
  6) Valor adicionado recebido em transferência
 
 
 
 
 
  6.1) Resultado de equivalência patrimonial
 
 
 
 
 
  6.2) Receitas financeiras
 
 
 
 
 
  6.3) Outras
 
 
 
 
 
  7) Valor adicionado total a distribuir (5+6)
 
 
 
 
 
  8) Distribuição do valor adicionado
 
 
 
 
 
  8.1) Pessoal
 
 
 
 
 
  8.1.1) Remuneração direta
 
 
 
 
 
  8.1.2) Benefícios
 
 
 
 
 
  8.1.3) F.G.T.S
 
 
 
 
 
  8.2) Impostos, taxas e contribuições
 
 
 
 
 
  8.2.1) Federais
 
 
 
 
 
  8.2.2) Estaduais
 
 
 
 
 
  8.2.3) Municipais
 
 
 
 
 
  8.3) Remuneração de capitais de terceiros
 
 
 
 
 
  8.3.1) Juros
 
 
 
 
 
  8.3.2) - Aluguéis
 
 
 
 
 
  8.3.3) - Outras
 
 
 
 
 
  8.4) Remuneração de capitais próprios
 
 
 
 
 
  8.4.1) - Juros sobre o capital próprio
 
 
 
 
 
  8.4.2) - Dividendos
 
 
 
 
 
  8.4.3) - Lucros retidos / Prejuízo do exercício
 
 
 
 
 
  8.4.4) - Participação dos não controladores nos lucros retidos (só p/   consolidação)
 
 
 
 
 
 
 
  Nota Cenofisco:
  Os valores descritos nos itens 7 e 8 devem ser iguais.
 
  Modelo II - Demonstração do Valor Adicionado - Instituições Financeiras   Bancárias
 
  Descrição
 
  Em Milhares de Reais 20x1
 
  Em Milhares de Reais 20x0
 
  20X1 em milhares de Reais
 
 
 
 
 
  20X0
 
 
 
 
 
  1) - Receitas
 
 
 
 
 
  1.1) Intermediação financeira
 
 
 
 
 
  1.2) Prestação de serviços
 
 
 
 
 
  1.3) Provisão para créditos de liquidação duvidosa - Reversão /   (Constituição)
 
 
 
 
 
  1.4) Outras
 
 
 
 
 
  2) - Despesas de intermediação financeira
 
 
 
 
 
  3) Insumos adquiridos de terceiros
 
 
 
 
 
  3.1) Materiais, energia e outros
 
 
 
 
 
  3.2) Serviços de terceiros
 
 
 
 
 
  3.3) Perda / Recuperação de valores ativos
 
 
 
 
 
  3.4) Outras (especificar)
 
 
 
 
 
  4) Valor adicionado bruto (1-2-3)
 
 
 
 
 
  5) Depreciação, Amortização e Exaustão
 
 
 
 
 
  6) Valor Adicionado Líquido Produzido pela Entidade (4-5)
 
 
 
 
 
  7) Valor Adicionado Recebido em Transferência
 
 
 
 
 
  7.1) Resultado de equivalência patrimonial
 
 
 
 
 
  7.2) Outras
 
 
 
 
 
  8) Valor Adicionado Total a Distribuir (6+7)
 
 
 
 
 
  9) Distribuição do Valor Adicionado *
 
 
 
 
 
  9.1) Pessoal
 
 
 
 
 
  9.1.1) Remuneração direta
 
 
 
 
 
  9.1.2) Benefícios
 
 
 
 
 
  9.1.3) F.G.T.S

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