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Fim do boleto sem registro: sua empresa está preparada?



27/12/2016


Em 2015, a Federação Brasileira de Bancos (Febrabran) emitiu um parecer anunciando que, a partir de 2017, as instituições financeiras não poderiam mais emitir boletos sem registros para seus clientes. Mesmo com o prazo de 2 anos, muitas empresas ainda não se adaptaram para usar o boleto registrado.

Se a sua é uma delas, não se preocupe. Continue conosco e saiba mais sobre os prazos, as principais diferenças entre as duas modalidades de boleto (com e sem registro) e o que você pode fazer para diminuir os impactos decorrentes do fim do boleto sem registro no seu negócio!

Quais são as diferenças entre o boleto sem registro e o registrado?

Quando contrata um boleto sem registro junto a instituições financeiras, a empresa deve pagar ao banco um determinado valor assim que o documento for pago. Caso a venda seja cancelada, não existe despesa referente à emissão nem ao cancelamento do documento; já se o boleto não for pago, a empresa não pode realizar o protesto.

Além disso, não existe a necessidade de enviar dados da operação para a instituição financeira, como identificação do cliente, valor da negociação ou data de vencimento. Também não é necessária a anuência do banco para que sejam realizadas alterações no documento ou mesmo seu cancelamento,

Ainda, esses tipos de boletos não podem ser colocados no Débito Direto Automático (DDA).

Já com o boleto registrado, a empresa deverá informar ao banco as emissões, alterações ou cancelamentos feitos, por meio do envio de arquivo de remessa. Esses procedimentos poderão ser tarifados pela agência e a instituição financeira poderá realizar a impressão e envio do boleto para o sacado.

Essa modalidade ainda permite o DDA, e compras para as quais foi emitido o boleto registrado e não foram pagas poderão ser protestadas em cartório.

Quais são os prazos para se adaptar?

Os boletos sem registro deixaram de ser disponibilizados pela rede bancária desde 2015. Desse período em diante, os bancos passaram a oferecer contratos apenas de boletos registrados.

O uso de boleto sem registro poderá ser feito até dezembro de 2016. Caso sejam emitidos, eles só poderão ser pagos no banco emissor do documento, o que pode ser desvantajoso para os clientes das empresas.

Em que o fim do boleto sem registro afeta as empresas?

Empresas que trabalham com a modalidade de boleto bancário sem registro devem analisar quais são os impactos que a mudança vai trazer. No caso de compras feitas online, os documentos emitidos nessa modalidade permitiam ao consumidor fechar a compra e decidir até o vencimento do documento se realmente ia adquirir o produto, sem que houvesse gastos para as empresas em caso negativo.

Na modalidade registrada, como as emissões de boletos poderão ser cobradas, talvez não seja tão vantajoso ofertar essa forma de pagamento, visto que boletos gerados e cancelados decorrente de desistências de vendas podem aumentar as despesas dos estabelecimentos.

Por outro lado, os boletos registrados permitem um maior controle dos recebimentos. Com eles, é mais fácil saber quais valores foram pagos em um determinado período, o que impactará diretamente em relatórios de gestão mais precisos. Ainda, eles possibilitam o pagamento por meio do DDA e o pagamento em qualquer banco, mesmo se estiverem vencidos, depois de atualizados.

Como se preparar para o fim dos boletos sem registro?

É importante que as empresas, caso ainda não saibam, identifiquem qual é a modalidade de cobrança contratada e atualizem os dados cadastrais de seus clientes, além de se informar junto à agência sobre como realizar o trânsito entre as modalidades de cobrança e sobre as taxas envolvidas.

Ainda, é fundamental que as empresas se adequem aos requerimentos necessários para o uso do boleto registrado. Pode ser interessante também analisar quais opções tecnológicas podem ajudar no cotidiano de sua empresa na emissão dos boletos registrados.

O boleto bancário ainda é a opção para muitas negociações, e o fim dos boletos sem registro pode trazer consigo prejuízos ao seu negócio. Por isso, fique atento aos aspectos que levantamos aqui e procure se antepor às mudanças, evitando surpresas desagradáveis

FONTE ALTERDATA




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